26/04/10

27 de Abril


O bombardeamento de Guernica a que ontem fizemos referência foi um momento terrível usado pelos nazis para preparar a Força Aérea para a 2ª Grande Guerra Mundial e o quadro de Picasso continua impressionante. Três anos depois daqueles acontecimentos já Picasso estava em Paris que foi igualmente ocupada pelo exército alemão. Quando um soldado entrou no estúdio de Picasso, em Paris, reparou numa fotografia do quadro “Guernica” e perguntou: - “Foste tu que fizeste isto?” ao que Picasso respondeu: - “Não, foram vocês.”


Hoje é outro dia. E que dia!


A de Astronomia

27 de Abril

Como já passou mais de um mês sobre o Equinócio da Primavera, o dia solar, isto é, quanto dura a parte do em que somos iluminados pelo sol e ficamos a saber que hoje é de 13 horas e 41 minutos e até ao Solstício de Verão ainda há-de crescer até cerca de 15 horas. Nessa altura a noite durará apenas 9 horas, é claro.


Mas ao referirmo-nos a dados astronómicos podíamos falar de um astrónomo.



K de Kepler

27 de Abril

Sim, é em Johannes Kepler [1571 - 1630] que estamos a pensar porque foi um grande astrónomo que enunciou algumas leis sobre as órbitas dos planetas em volta do Sol, como a Terra, que ainda hoje se designam “As leis de Kepler” - podes encontrar na Biblioteca um jogo de computador sobre elas - trata-se da disquete Kepler organizada pelo Departamento de Física da Universidade de Coimbra.

Mas mesmo matemáticos e astrónomos como Kepler têm histórias menos felizes. E uma delas aconteceu quando, depois de tantas investigações sobre o sistemas solar, resolveu também calcular a idade do Universo. E imaginem o resultado: calculou que o Universo foi criado no dia 27 de Abril do ano 4.977 antes de Cristo!


Hoje poderíamos dizer essa data terá ocorrido quando algumas gerações dos nossos antepassados andavam a executar monumentos megalíticos de que encontramos ainda alguns vestígios em Portugal.


Bem, mas quem quiser saber mais sobre Kepler pode requisitar um destes documentos da Biblioteca:





- um livro - As filosofias da natureza, de Paolo Casini, que faz um pouco da história e da filosofia da investigação da natureza,


- dois artigos de revistas, uma de matemática - o n.º 104 da revista “Educação e Matemática”, da Associação de Professores de Matemática, publicado em Outubro do ano passado, e o outro está no fascículo 1º do volume 27 da “Gazeta de Física”

E para terminar por hoje um pouco de música.


B de Beethoven
27 de Abril


Embora não haja total consenso sobre a data em que foi apresentada pela primeira vez em vida desde grande compositor e exímio pianista austríaco, Ludwig van Beethoven [1770-1827], alguns estudiosos apontam para 27 de Abril de 1810, sim há 200 anos, quando por aqui se preparavam as Linhas de Torres Vedras, a composição que ficou conhecida como “Para Elisa” - em alemão “Für Elise” - uma pequena peça para piano que se escuta em cerca de 2 minutos e 55 segundos. Para um autor tão conhecido por muitas e grandes obras como as célebres 9 sinfonias, quase podíamos dizer que esta é um “bagatela” e foi com esse nome que também ficou no catálogo das suas obras - Bagatela n.º 25 em Lá menor [WoO 59]. Mas é tão popular que a podemos encontrar com facilidade em numerosas páginas da internet e mesmo no YouTube. O manuscrito original autografado perdeu-se e quando foi editada pela primeira vez em 1865 alguém a assinalou enigmaticamente como dedicada a “Elise”. Quem é essa Elisa? É engano em vez de Teresa, uma mulher a quem Beethoven queria pedir em casamento? Havia outra?

Aqui fica um endereço para a ouvir:

e quem quiser saber mais sobre Beethoven e as suas composições pode encontrar na Biblioteca os seguintes documentos:

- um CD de música “Beethoven / sonatas” com as mais famosas sonatas dele,
- outro com a 5ª Sinfonia de Beethoven, em dó menor,
- e dois outros CD’s ainda com diferentes interpretações da sua última sinfonia, a , em ré menor, com uma parte coral - o Hino à Alegria - que passou a ser usada como o hino da União Europeia,
- um livro - Vidas dos grandes compositores, de Henri Thomas ou
- uma biografia: Beethoven, por Margarida Fonseca Santos, com ilustrações de Vasco Gargalo, na colecção Génios do mundo.



1 comentário:

  1. Bagatela? Como é possível fazer tão mau uso das palavras! Isto é uma pérola finíssima! Digo-o eu que não tenho no piano o meu instrumento favorito... mas desta peça todos gostam, até aqueles que não gostam de nada mais que de assobio!

    Jorge Rocha

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