M de Malhoa
28 de Abril
Auto-retrato de José Malhoa, desenhado em 1906, Museu José Malhoa, Caldas da Rainha.

É hoje um dia especial para Caldas da Rainha por dois motivos, um por ali ter nascido em 1855 José Malhoa [1855-1933], que estudou Belas Artes, foi o primeiro Presidente da SNBA - Sociedade Nacional de Belas Artes, membro do Grupo do Leão, pintor português de paisagens e rostos e um dos introdutores da pintura naturalista em Portugal. O outro motivo é que também faz anos o Museu José Malhoa, inaugurado no aniversário do seu nascimento em 1934.
A criação deste museu ficou a dever-se a António Montês [1896-1967] que desde 1924 sonha com uma homenagem da terra ao seu pintor e promoveu a Liga dos Amigos do Museu José Malhoa em 1932, a que o homenageado aderiu com a oferta dos primeiros quadros e desenhando um retrato do próprio António Montês. No ano seguinte, a 17 de Junho, é assinado o despacho ministerial que cria oficialmente o Museu e alguns meses depois morre José Malhoa. O Museu José Malhoa é inaugurado no aniversário do pintor em 1934, em instalações provisórias na “Casa dos Barcos”, no Parque D. Carlos I, cedida pelo Hospital Termal, passando a denominar-se Pavilhão Rainha D. Leonor. O núcleo central das instalações actuais é inaugurado a 11 de Agosto de 1940, inserido no Programa das Comemorações Centenárias da Província da Estremadura a que o mesmo António Montês preside.
Sobre a obra de José Malhoa o livro a ler na Biblioteca é A arte em Portugal no século XIX, volume II: terceira parte (1880-1910) e quarta parte (depois de 1910) de José-Augusto França, com muitas ilustrações;
Sobre a sua vida encontramos dois livros: José Malhoa - pintura portuguesa / século XIX da autoria de Paulo Henriques e Malhoa íntimo da autoria do próprio António Montês, numa edição do Museu.
Dois artigos sobre José Malhoa completam a visão e o contexto da vida de José Malhoa - um na revista História, número 79 de Setembro de 2005 e outro na revista Aprender a olhar, número 5, de Fevereiro / Março de 2003.

C de Vitamina
“Vitamina C
Curiosamente, estes marinheiros e soldados exploradores tinham algo a aprender com os índios. Quando em 1535 os soldados franceses desembarcaram no Canadá foram salvos por uma bebida que os índios Hurons lhes recomendaram - uma infusão de agulhas de pinheiro.
Alguns anos depois, os navegadores ingleses aprenderam a dar plantas e frutos aos marinheiros quando tocavam terra e há mesmo um comandante que lhes dava «3 colheres de sopa de sumo de limão todas as manhãs». No final do século XVIII já a Royal Navy fazia publicar um decreto que obrigava a junção de meio copo de sumo de limão à ração diária.

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